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Dieta Anti-celulite

As recomendações para diminuir o consumo de sal, açúcar, refrigerantes, frituras, aumentar a ingestão de água, não usar roupas apertadas... blá, blá, blá, blá... já são bem conhecidas, entretanto, vale ressaltar alguns pontos relevantes: ter celulite não significa obrigatoriamente ser gordinha. Apesar da ocorrência de celulite estar, também, relacionada ao sobrepeso e ao efeito sanfona (engorda/emagrece/engorda), é possível vermos mulheres acima do peso saudável com bem menos celulite do que mulheres magras. Isso porque a hidrolipodistrofia ginóide (celulite) está mais relacionada a uma insuficiência no sistema veno-linfático (circulação).

Obviamente o controle e a manutenção do peso saudável sempre devem ser estimulados. Porém, a necessidade calórica diária varia de pessoa para pessoa, não sendo indicado, por questões de saúde, os conhecidos chavões: “Dieta para perder X kilos em 1 semana”. Cada indivíduo é único, assim como suas necessidades e histórico clínico que devem ser avaliados pelo nutricionista ao elaborar um Planejamento Alimentar. Sem contar, na visita periódica ao médico para a realização de exames de rotina.
Se comer fosse tão inofensivo não teríamos tantos casos de doenças relacionadas à alimentação deixando de “cabelos em pé” todos os órgãos mundiais de Saúde Pública...

DIETAS DE BAIXAS CALORIAS

Toda e qualquer dieta de restrição calórica deve atender uma ingestão calórica mínima de 1200 Kcal/dia para mulheres e 1500 kcal/dia para homens (AMERICAN HEART ASSOCIATION, 1994). Abaixo desses valores, ocorre o comprometimento do aporte de macro e micronutrientes necessários ao funcionamento orgânico harmonioso e equilibrado.

Além da ingestão calórica mínima diária, uma dieta para tratamento e prevenção da celulite deve fornecer: 55 a 60% de carboidratos, 15% de proteínas e 25% a 30% de gorduras. Por isso, NÃO corte carboidratos da sua alimentação! Para queimar gorduras de reserva corporal (banhinhas e pneuzinhos) há a participação de Carboidratos.

OPERAÇÃO (eterna) ANTI-CELULITE

* Prefira carboidratos de baixo Índice Glicêmico (IG)
que atingem a corrente sanguínea de forma lenta e contínua, promovendo a estabilidade da glicemia. Alguns estudos sugerem que uma alimentação composta por carboidratos de baixo IG podem reduzir os riscos de obesidade, diabetes tipo II e câncer de cólon. Carboidratos com baixo IG são popularmente conhecidos como "Bons Carboidratos".

* Controle a Qualidade e a Quantidade de Gorduras

* Escolha fontes de proteínas que fazem bem
Aves, peixes, carnes magras, grãos, feijões, soja e derivados, leite, iogurte e derivados magros. As proteínas aumentam o efeito térmico das refeições, ou seja, as calorias que o organismo gasta para realizar a digestão e a absorção. Porém, não extrapole, o excesso no consumo de proteínas aumenta consideravelmente a eliminação de Cálcio pela urina.

* Inclua Soja e derivados no seu Cardápio
Além de ser fonte de proteína, a soja é ótima fonte de arginina e glicina, aminoácidos que participam da secreção de glucagon, hormônio que tem efeito termogênico (transforma parte das calorias dos alimentos em calor) e estimula a queima de ácidos graxos (gorduras). Ou seja, a Soja além de ajudar na prevenção de doenças do coração, diminuir os níveis de colesterol e triglicérides, como já é bem conhecido, colabora também no emagrecimento. Soja Já!!!

* Lembre-se dos Bioflavonóides
Eles atuam na microcirculação e aumentam o tônus venoso. Estão presentes na soja, na cebola, frutas cítricas (limão, laranja, lima da pérsia, tangerina), cereja fresca, uva, ameixa, pêra, maçã, mamão, pimenta verde, brócolis, repolho roxo e tomate.

* B6, B12 e Ácido Fólico
Todas Vitaminas do Complexo B que agem na redução dos níveis de homocisteína, proteína presente no sangue que aumenta com a idade e prejudica a circulação, além de promover a formação de radicais livres e alterar a constituição do colágeno.

Onde encontrar B6: frango, atum, fígado, banana, cereais integrais, levedo de cerveja, arroz integral, cará, alho e sementes de gergelim.

Onde encontrar B12: leite e derivados, atum, carne bovina, salmão, ostras, ovos, alimentos industrializados fortificados.

Onde encontrar Ácido Fólico: espinafre, feijão branco, aspargos, verduras de folhas escuras, couve de bruxelas, soja, laranja, melão amarelo, maçã.

DIMINUA O INCHAÇO

O velho e bom discurso:

* Pegue leve no Sal (Sódio)

* Leia os rótulos dos alimentos e verifique a quantidade de Sódio existente

* Beba Água

* Aumente o consumo de Potássio, mineral que ajuda a eliminar o excesso de Sódio do organismo.
Onde encontrar Potássio: água de coco, sementes de linhaça, banana, tomate, melão, pêssego, laranja, espinafre.

* Inclua fontes de Silício
O silício é um elemento estrutural do colágeno, que também regula o metabolismo e a divisão celular, normaliza a capacidade de retenção hídrica entre as células, estimula a queima de triglicérides (reserva de gordura corporal) dentre outras funções importantes no tratamento e prevenção da celulite.
Onde encontrar Silício: aveia, cevada, salsa, nabo, alho, avelã, feijão, centeio, trigo, pêra, banana, geléia real.

HORMÔNIOS SOB CONTRÔLE

Os fitoestrogênios, compostos bioativos naturalmente encontrados em alimentos vegetais, têm ação semelhante aos hormônios estrogênicos e nos últimos tempos, vem sendo sido amplamente estudados como alternativa de reposição hormonal. Um deles, a isoflavona da soja, por possuir estrutura similar a do estrógeno, possibilita a regulação desse hormônio quando seus níveis estão anormais, anulando assim o efeito do estrógeno no aparecimento da celulite.

Referências bibliográficas
1. AMERICAN HEART ASSOCIATION. American heart association guidelines for weight management programs for healthy adults, 1994. Disponível em: http//www.americanheart.org/scientific/statements/1994/079402.html
2. WESTERTEP KR, WILSON SAJ, ROLLAND V. Diet induced thermogenesis measures over 24h in a respiration cahmber: effect od diet composition. Int. J. Obes. 23:287-292, 1999.
3. FRANCISCHELLI, M.F; JUNQUEIRA,L.R.J; FRANCISCHELLI, R.T- Estudo da Composição Corporal e Suas Implicações no Tratamento da Celulite. XII Congresso Internacional de Medicina Estética. Rio de Janeiro, 1999.
4. FRANCHI, J.;PELLICIER, F; ANDRE, P.; SCHNEBERT, S. - The adipocyte in the history of slimming agents. Pathol Biol (Paris). 2003. Jul;51 (5):244-7.
5. PASCHOAL, V; NAVES, A – Nutrição e Hidrolipodistrofia. Nutrição Saúde & Performance. Ano 3. Edição nº 9. 2001.


Texto de Marília Fernandes

Veja também: Cozinhando Quase Sem Gordura


Leitura adicional:
Celulite - Tratamento, dicas para reduzir e evitar
American Heart Association



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